19fev 2015

Iluminação das cidades

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Iluminação pública no Brasil

A iluminação pública é essencial para a qualidade de vida da comunidade. É de fundamental importância para o desenvolvimento social e econômico dos municípios e constitui-se num dos vetores importantes para a segurança pública dos centros urbanos, no que se refere ao tráfego de veículos e de pedestres e à prevenção da criminalidade.

Além disso, valoriza e ajuda a preservar o patrimônio urbano, embeleza o bem público e propicia a utilização noturna de atividades como lazer, comércio, cultura e outras.

A iluminação urbana permite ir muito mais além dos aspectos elétricos e objetivos considerados, abrangendo igualmente os subjetivos que requerem o apoio das empresas especializadas no trato da luz urbana para surtirem os efeitos desejados.

A Contistituição Federal de 1988 preconiza em seu artigo 30, que os serviços de iluminção (dentre outros) é atribuição dos municípios. Estamos em 2015. De lá até aqui pouco se fez para que essa prerrogativa constitucional saisse do papel. Efetivamente, somente neste ano é que cada município deve assumir essa responsabilidade. Alguns já estão fazendo com competência, outros, com dificuldades, e outros não se organizaram e estão muito atrasados para assumirem a iluminação pública de suas áreas urbanas.

Já em 2005, o diretor geral da Citéluz, Luiz Carlos Alves Lima, afirmava:

"Com as privatizações, as concessionárias distribuidoras de energia elétrica vêm cada vez mais focando o serviço de distribuição de energia elétrica (seu principal negócio) em detrimento dos serviços de operação e manutenção da rede pública de iluminação que passa para segundo plano. Além disso, as ações levam em conta somente os aspectos de natureza elétrica, prescindindo dos parâmetros urbanísticos, ambientais, estéticos e luminotécnicos” (Revista Cidades do Brasil, 2005).

A iluminação urbana permite ir muito mais além dos aspectos elétricos e objetivos considerados, abrangendo igualmente os subjetivos que requerem o apoio das empresas especializadas no trato da luz urbana para surtirem os efeitos desejados.

Alves Lima destaca que, “de modo geral, a iluminação das cidades é feita de maneira a deixar muitas lacunas, pois explora exclusivamente a iluminação viária com luminárias, lâmpadas e acessórios de tecnologia obsoleta.

Ele também enfatiza que: "Os serviços de iluminação podem ser melhorados, uma vez que atualmente só se preocupam com as manutenções corretivas e prescindem dos requisitos técnicos de modernidade, eficiência e qualidade já amplamente disponíveis no mercado brasileiro”.

Refletindo um pouquinho sobre essa situação e o que está acontecendo atualmente no que se refere à gritante necessidade de se poupar energia, água, energia (nossa matriz energética baseia-se na água) não há mais desculpas para não modernizar a iluminação pública brasileira. É necessário e perfeitamente possível, uma vez que as novas tecnologias em iluminação estão no mercado, e em muito melhores condições que há 5 anos atrás. Produtos extremamente econômicos e muito mais duráveis que os convencionais e a preços bastante competitivos.

Hoje a iluminação com LEDs está se consolidando e mostra a evolução que teve nos últimos anos. Temos LEDs verdadeiramente eletrônicas. A iluminação por indução eletromagnética deixou de ser algo inatingível e assutador, e passa a fazer parte de nossas ruas, avenidas e rodovias. Sua indústria também evoluiu muito e traz produtos inovadores e sustentáveis, também a preços competitivos.

Assim, o ano de 2015 pode ser visto no futuro, como um grande marco na história da nossa iluminação. Um momento em que os gestores públicos iniciam um processo renovado sobre algo tão antigo e tão necessário, a iluminação. Principalmente a pública.

Fontes: Revista Cidades Brasileiras. Edição, 63. / Constituição Federal Brasileira